A zika pode fazer novas vítimas, alerta médica sobre o perigo de um novo surto


Pioneira na comprovação da relação do zika vírus com a microcefalia, a médica Adriana Melo conversou coma imprensa falou sobre os principais desafios que surgem após dois anos do nascimento da geração de crianças com a síndrome zika no Nordeste. Em 1º de julho deste ano, após muita luta e desprendimento de projetos pessoais para ajudar uma causa pública, Adriana Fernanda Figueirêdo inaugurou a sede do Instituto de Pesquisa Joaquim Amorim Neto, em Campina Grande.
A instituição tem como objetivo fornecer tratamento às vítimas de microcefalia e síndrome congênita do zika vírus, além de prevenção, assistência e pesquisa sobre a doença. A médica, que tem doutorado pela Unicamp e há mais de 20 anos trabalha com Medicina Fetal, ainda luta para relacionar os motivos do surgimento da doença que, segundo ela, pode reaparecer a qualquer momento e fazer novas vítimas.
“O Ipesq participa de várias pesquisas. Por a Síndrome Congênita do Zika Vírus ser uma doença nova, acompanhamos diariamente ou mensalmente as crianças que atendemos, para ver como é o ganho de peso, qual o percentual das crianças que tem infecção urinária, que é um problema bem recorrente entre elas, como está o desenvolvimento e como vai ser a evolução da saúde dos órgãos dessas crianças, as doenças que vão aparecer. Outra coisa importante são as pesquisas relacionadas ao tratamento. Existem várias no sentido de entendermos como essas crianças estão evoluindo. O Ipesq oferece um tratamento que chamo intensivo, no qual utilizamos métodos internacionalmente conhecidos. Fizemos uma junção de métodos americanos e europeus. Condensamos em um protocolo e aplicamos diariamente para essas crianças, cinco vezes na semana, algumas duas horas por dia, outras uma hora”, disse Adriana.

Redação
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Editor GILSON FILMAGENS

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