Greve compromete serviços e Prefeitura de Patos deverá decretar estado de emergência


Em virtude da continuação da greve nacional dos caminhoneiros a Prefeitura Municipal de Patos e suas secretarias vêm sofrendo um comprometimento de seus serviços devido à falta de combustível como também a chegada de insumos para o desenvolvimento de serviços essenciais.

As secretarias permanecem com seus trabalhos desenvolvidos internamente, contudo, trabalhos que necessitam de transportes para longas distâncias ou transportes para distribuição de cargas de água, alimentos, transporte escolar, como também o recolhimento de lixo, já estão parcialmente comprometidos.

A edilidade teme ter que decretar estado de emergência devido à situação em que alguns serviços já se encontram.

Nos setores da saúde, por exemplo, estão sendo priorizadas as urgências e emergências, uma vez que os pedidos de materiais e insumos não estão chegando à secretaria em número suficiente para atender todas as demandas. Os resultados de exames como mamografias também estão sendo adiados.

"Apesar dos caminhões de pedidos não abastecerem nossas necessidades, estamos suprindo os estoques com outras alternativas e com isso trabalhamos com o número insuficiente de materiais e insumos, buscando sempre o não comprometimento total dos serviços essenciais de saúde. Contudo, tememos que a continuidade da greve nos afete de forma a ficarmos sem alternativas," comentou a secretária de Saúde, Priscila Ramos Gomes.

A Secretaria de Desenvolvimento Social também enfrenta dificuldades com relação a transportes, principalmente dos idosos atendidos, e com a escassez de alimentação em todos os equipamentos, CENTRO POP, Casa de Acolhimento, Centro Dia, entre outros.

A Educação também enfrenta dificuldades e a sede da Secretaria já se encontra sem transporte abastecido. Com relação às escolas os carros e ônibus próprios estão abastecidos para viagens até esta terça, e os transportes locados até quarta-feira (30).

"É realmente uma situação bem difícil que a gente espera que se regularize. Além do transporte escolar, estamos com a parte de merenda também afetada, pois a empresa já nos alega que não tem caminhão para enviar merenda aqui para Patos, como também as questões de hortifruti, dos quais os transportes estão também sem combustíveis. Quanto a parte pedagógica hoje todas as escolas funcionaram, em algumas professores que são de fora faltaram, e quanto a isso nós vamos organizar um calendário de reposição de aula," explicou a secretária de Educação, Francineide Maria de Souto.

Na Agricultura todo o maquinário está parado, apenas os carros-pipas estão em alerta para a distribuição de água na zona rural.

Os Serviços Públicos estão com apenas dois caminhões abastecidos para até esta segunda-feira (28) e uma patrol para esta terça-feira (29).

Diante de todas essas dificuldades, o município de Patos não descarta a possibilidade de publicar um ato, amanhã (28), decretando estado de emergência, conforme afirma o secretário chefe de gabinete, Mucio Sátiro Filho, após análise dos relatórios de todos os setores da administração pública.

"Em virtude do acirramento do estado de greve que está tomando conta do país, estamos sem ter fornecimento de combustível, alimentos, medicamentos, gêneros hospitalares, a prefeitura não vê outra opção senão decretar estado de emergência para que todos os recursos sejam destinados apenas ao atendimento prioritário da saúde; os ônibus já não tem mais combustível para pegar as crianças, então teremos que suspender as aulas; o desenvolvimento social não está recebendo gêneros alimentícios para o atendimento aos programas sociais, etc, então a prefeitura vai buscar soluções para suprir essas necessidades", finalizou o secretário.

O município pode declarar que se encontra em estado de emergência, significando que pode suspender e/ou mudar algumas das funções do executivo,  enquanto o país estiver neste estado excepcional, alertando ao mesmo tempo seus cidadãos para que ajustem seu comportamento de acordo com a nova situação, até que todas as condições se normalizem.


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Editor Odair Morais

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