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    Para aprender idiomas, paraibanos investem em intercâmbios

    Estudar, trabalhar, aprimorar um idioma e viver outra cultura. São vários os motivos que levam as pessoas a buscarem um intercâmbio. Ao Portal MaisPB, a gerente de vendas da Central de Intercâmbio(CI), em João Pessoa, Juliana Freitas, explicou que a partir dos nove anos de idade é possível viver esta experiência. Entre os motivos, estão o aperfeiçoamento do currículo e o desejo de sair do país, buscando uma vida melhor.
    O tempo de permanência pode variar entre duas semanas e um ano a depender do tempo que tenha autorização. Os países de língua inglesa como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá estão entre os mais procurados e os interessados tem, em média, 25 anos.
    Além dos convênios entre escolas e universidades com instituições do exterior, as agências de intercâmbio auxiliam em tarefas como parcerias com faculdades internacionais, além de ser uma espécie de “ponte” para quem deseja ir com visto de trabalho, turismo, estudo, etc. Por último, ajudam a escolher a melhor opção de cidade, curso e hospedagem.
    “Geralmente, os programas de intercâmbio são flexíveis. A média para estudantes universitários é geralmente de um mês, durante as férias, mas podem ficar um ano também. A procura aumentou porque muitos querem incrementar o currículo pro mercado de trabalho. Aprender um idioma como o inglês, por exemplo, hoje em dia não é um diferencial, é uma obrigação. Além disso, muitos quererem sair do país, por causa dos problemas existentes”, explicou, acrescentando que a procura pela experiência tem aumentado e que o mercado de intercâmbio está em ascensão na Paraíba.
    Giovana Petelinkar: “Quem tem interesse, consegue informação fácil para a viagem”


    Para a estudante de jornalismo, formada em relações internacionais, Giovana Petelinkar, quem tem condições financeiras e se interessa pode se organizar para viver esta experiência, pois apesar dos custos serem altos, não há muita burocracia. Após a formatura, a jovem, de 24 anos, entrou em contato com uma agência e passou sete meses em Vancouver no Canadá, no ano de 2016.
    “Conheço muita gente que foi tanto por agência quanto por faculdades particulares e ciências sem fronteiras. Acho que quem tem interesse, consegue informação fácil. Já vi alguns projetos de escolas públicas de ensino médio dando bolsa para alunos também.”, comenta.
    Ela explica que o intercâmbio era voltado ao aprimoramento do inglês, conhecer outras culturas e complementar o que estudou anteriormente. Giovana conta que a viagem foi mais para vivência do que para estudo, mas ficou impressionada com a organização e a educação das pessoas, apesar da grande diferença de cultura, alimentação e rotinas.
    “Os canadenses são muito educados e corretos. Eu fiquei impressionada que tudo funciona muito bem e que as pessoas respeitam os locais e os turistas. A diferença é que ninguém cuida da sua vida, você pode sair de casa de pijama que ninguém vai te olhar diferente ou te tratar mal. Cada um tem a sua individualidade muito respeitada e todo trabalho é reconhecido, desde o lixeiro até o diretor de uma empresa são respeitados”, elogia a estudante.
    Antes de escolher o curso, ela sempre quis fazer intercâmbio. No Canadá, estudou apenas inglês. “Eu dividia o segundo andar da casa com mais cinco estudantes. Tinha meu próprio quarto, porém o resto da casa era todo dividido. Tive dificuldade com a dona da casa. Me sentia cobrada demais, tinha que ficar dando satisfação, etc.”, disse
    A estudante conclui afirmando o sonho de uma próxima viagem, desta vez, para a Austrália, pois além de ter amigos neste país, desejar viver experiências diferentes.
    Ângela: “Experiência rica de sentimentos, aprendizados, cheiros e sabores”

    Ângela Lacerda tem 31 anos e fala empolgada sobre a experiência. Quando estava no terceiro período do curso de tradução da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ganhou uma bolsa de estudos para passar um ano na Alemanha. A estudante esteve no país entre março de 2017 e fevereiro de 2018, e, hoje no quarto período, afirma que não teve grandes dificuldades, pois a  segurança e organização do país são fatores que impressionaram.
    “É uma experiência muito rica de sentimentos, aprendizados, cheiros e sabores. A segurança do país é o fator mais chocante, principalmente porque eu morava em uma cidade pequena muito segura. A organização também é um fator evidente (até porque os alemães são conhecidos por isso) e a Universidade também é diferente pela duração e a forma como as aulas correm”, elogia.
    Ela ingressou na Universidade de Vechta através de uma parceria com a UFPB. Todos os anos um processo seletivo é realizado e os cinco alunos selecionados vão estudar na instituição pelo semestre de verão.  Ângela conseguiu prolongar a estadia e fez dois semestres. Eram seis alunos ao todo, porém só ela e outra pessoa conseguiram ficar para mais um período.
    A seleção leva em consideração as notas do candidato e o nível de proficiência na língua alemã. Além disso, o interessado deve ter, no mínimo, 30% da carga horária e no máximo 80%.
    A universitária explica que ir pela universidade facilitou, reduzindo a burocracia. A Universidade orientava sobre os procedimentos e a ajuda de uma boa quantidade de alunos que haviam participado do mesmo intercâmbio também colaborou.
    “Acho que o interesse dos paraibanos por intercâmbios tem crescido bastante. Esse que fiz, por exemplo, por um bom tempo não tinha as vagas preenchidas. Desde o ano passado, todas as vagas foram ocupadas. Sei que é bem complicado, pois tem as dificuldades com as línguas, a adaptação com a cultura do lugar, mas, com certeza faria de novo!”, concluiu.
    Juliana Cavalcanti – MaisPB