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    Manejo clínico de arboviroses reúne grande número de profissionais de saúde em Patos

    Um capacitação de suma importância para a saúde pública, o manejo clínico das arboviroses: Dengue, Chikungunya e Zika Vírus foi oferecida hoje na cidade de Patos, no auditório da UEPB, numa realização da Secretaria de Estado da Saúde (SES), através da Gerência Executiva  de Vigilância em Saúde, com apoio da 6ª Gerência e da UEPB. Mais de 120 profissionais de saúde, gerentes regionais, coordenadores de epidemiologia, vigilância ambiental, dos 48 municípios que compõem a 3ª Macrorregional participaram da qualificação.
    Diagnóstico, tratamento, condução, investigação, exames laboratoriais de casos, para confirmação das doenças, situação epidemiológica em todo o estado, casos graves, óbitos, índices de infestação predial pelo Aedes aegypti e situação de cada município de acordo com o mais recente LIRA, foram alguns dos temas trabalhados.
    Maria Isabel, gerente opercional da Vigilância Epidemiológica da SES, falou da preocupação do Estado com os altos índices de infestação pelo mosquito Aedes registrados na região de Patos, onde o 2º LIRA, o levantamento amostral, aponta números bastante elevados. Há cidade onde foram encontradas larvas do mosquito em 20% dos imóveis inspecionados, quando o Ministério da Saúde classifica como satisfatório apenas até 1% de infestação predial.
    Ela ressalta a importância dessa qualificação que vem ocorrendo em toda a Paraíba para investigação laboratorial, condução, assistência ideial nos casos de dengue, chikungunya e zika pelos profissionais de saúde, sejam das UPAS, hospitais, unidades básicas de saúde. “É necessário que os coordenadores de epidemiologia aqui presentes possam fazer um trabalho em seus municípios, não apenas de epidemiologia, mas também junto à Vigilância Ambiental”, afirmou.
    Este ano já houve mais de 5 mil notificações de dengue, 540 de chikungunya e 180 de zika, isso de 1º de janeiro a 4 de junho na Paraíba. Isabel acredita que há uma grande subnotificação, ou seja, os profissionais notificam abaixo do esperado os casos suspeitos, e que precisam de investigação. Em relação a óbitos, já houve a confirmação de dois, um por dengue e outro por chikungunya em Campina Grande; outro óbito em Pedras de Fogo pela chikungunya, em Juazeirinho um por dengue e há outros sendo analisados de vários municípios como: João Pessoa, Coremas, Aparecida. São necessários 60 dias para que os resultados dos exames sejam apresentados.
    “Para o combate do vetor (Aedes) é necessário o trabalho da gestão nas três esferas, e mais importante ainda, o envolvimento da população, já que a maioria dos focos estão dentro das residêcias, sendo preciso que as pessoas vigiem, façam o monitoramento, para que não haja a proliferação do mosquito”, comenta Isabel, acescentando que borracharias, lixo jogado em terrenos baldios, se tornam propícios para reprodução do Aedes.
    Assessoria