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    Casa usada por grupo que atacou presídio de segurança máxima na PB é localizada


    Uma casa que era usada como ponto de apoio do grupo que atacou a Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, o PB1, foi localizada na noite da segunda-feira (10), no bairro de Mangabeira VIII, em João Pessoa. O ataque aconteceu na madrugada da segunda, quando 92 presos conseguiram fugir do presídio após explosão do portão principal e quebra dos cadeados das celas.

    Dentro da casa, localizada na Rua Edgar Galdino de Sousa, os policiais do 5º Batalhão e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreenderam drogas, uma caminhonete roubada, munições e colete balístico.


    A PM chegou até o local depois que uma das mulheres foi presa durante a tarde, em um flat da Orla de Manaíra, na capital. Ela foi reconhecida pelo proprietário da residência como a responsável por alugar o imóvel há três meses.

    A perícia foi acionada para a casa, que está isolada pela PM. Cães farejadores da Polícia Militar também estão sendo usados nas buscas por mais material usado pelo grupo.

    Ataque e resgate de presos no PB1


    A fuga começou com pessoas atirando de dentro da mata que fica próxima ao presídio. Segundo informações da Polícia Militar, cerca de 20 homens chegaram em quatro carros e dispararam várias vezes contra as guaritas, o alojamento e o portão principal. Havia grande quantidade de armamento, inclusive fuzis ponto 50, que têm capacidade para perfurar uma parede. Por causa da munição utilizada pelos criminosos, os agentes penitenciários tiveram que se abrigar.

    Com isso, os criminosos conseguiram se aproximar e utilizar explosivos no portão da frente e da lateral do PB1, tendo, assim, acesso à unidade prisional. Com um alicate, eles arrombaram os cadeados para libertar Romário Gomes Silveira, alvo do resgate e suspeito de explosões a bancos e carros-forte. Após ele ser resgatado, outros presos também pegam os alicates para abrir as celas.

    O secretário de administração penitenciária, Sérgio Fonseca, declarou que no circuito de câmeras do presídio foi observado que quando os criminosos entram no PB1 e invadem o pavilhão, vão diretamente na cela de Romário. Quando ele sai, recebe um fuzil e comanda a ação de fuga.

    Durante a fuga dos detentos, um tente da Polícia Militar foi baleado na cabeça, próximo a Academia de Polícia Civil (Acadepol), na PB-008, após uma troca de tiros. Ele foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte cerebral confirmada na tarde desta segunda-feira (10).


    O presídio tem capacidade para 660 presos e atualmente tinha cerca de 680 detentos, conforme o secretário Sérgio Fonseca. De acordo com o sistema Geopresídios, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a unidade prisional tinha 681 presos em 644 vagas.

    De acordo com a Polícia Militar, as equipes foram reforçadas nas divisas da Paraíba e houve a articulação com outros polícias e com as forças de segurança dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, para localização e recaptura dos detentos.

    Fonte: G1 PB