RECORDE: Itália registra 969 mortos em 24 horas; 9.134 no total

Saiba mais www.patostv.com - A Itália registrou 969 mortes nas últimas 24 horas devido à Covid-19. Os dados são do Ministério da Saúde da Itália, divulgados nesta sexta-feira, 27. O país conta agora 9.134 mortos por conta da pandemia. Dentre os que morreram nas últimas 24 horas, mais de 500 viviam na Lombardia, região mais rica do país, ao norte.
O número de mortes é o recorde para um único dia e um aumento de 11,9% em relação ao dia anterior. Antes, havia sido o 21 de março, quando 793 pessoas haviam morrido. No entanto, 50 delas são referentes à mortes de quinta-feira, na região do Piemonte, que foram contabilizadas nesta sexta-feira.
Ao menos 86.498 pessoas contraíram o vírus Sars-CoV-2 na Itália, 5.959 casos a mais do que na quarta-feira, 25, um crescimento de 7,4%.
Em um balanço divulgado nesta sexta-feira, 26, as autoridades de saúde contabilizaram também um total de 26.029 pacientes hospitalizados, 3.732 estão em terapia intensiva, enquanto 36.653 estão em isolamento domiciliar.
Trabalhadores da saúde também estão entre as vítimas do novo coronavírus. Um levantamento do governo italiano mostrou que cerca de 9% dos infectados do país no início da semana eram médicos, enfermeiros ou técnicos. A Federação de Médicos da Itália contabilizou nesta quinta 37 médicos mortos pelo novo coronavírus.
A região da Lombardia é a mais atingida do país, com mais de 34,8 mil casos. É lá que fica Milão, cidade que lançou a campanha “Milano Non Si Ferma” (Milão Não Para), em 27 de fevereiro de 2020, quando o país contabilizava 12 mortos. Diante da expansão da Covid-19, o prefeito foi obrigado a mudar o tom e a pedir para que as pessoas ficassem em casa.
A campanha recomendava que a população não adotasse mais o isolamento social e o confinamento. Também exaltava os “milagres” feitos todos os dias pelos cidadãos de Milão e seus “resultados econômicos importantes”. “Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, dizia o vídeo.
O prefeito da cidade, Beppe Sala, admite: “Foi um erro. Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus”, disse aos jornalistas nesta quinta (26).​
Segundo o chefe do Instituto Superior de Saúde da Itália, Silvio Brusaferro, as infecções de coronavírus no país ainda não atingiram seu pico.