Desabafos, denúncias e indignação marcam protesto dos trabalhadores na Maternidade Dr. Peregrino Filho, em Patos



“A situação está insustentável para garantir o atendimento na Maternidade Dr. Peregrino Filho”, relatou Dárcio Rondinele ao se fazer presente no ato que aconteceu em frente da própria maternidade com dezenas de trabalhadores na manhã desta quarta-feira, dia 17.
Os funcionários estão com quase 03 meses de salários atrasados e os médicos com 05. A promessa do Governo do Estado da Paraíba era de pagar o salário referente a março até o dia 10 de abril, porém, apenas alguns receberam e isso causou ainda mais indignação aos trabalhadores. Para eles, o ato desta quarta foi um gesto de desespero para alertar para outros problemas graves no órgão.
Também estiveram no protesto os Deputados Estaduais Dr. Érico Djan (Cidadania) e Nabor Wanderley (PRB). Nabor foi informado que a secretária de Saúde do Estado da Paraíba esteve em Patos e teria ameaçado trabalhadores. “Se ela falou isso, foi muito infeliz...não vamos admitir represálias a esse pessoal, pois esse é um direito líquido e certo que eles têm. A secretária veio a Patos e deveria ter trazido uma solução”, disse Nabor.
Dr. Érico Djan relatou que esteve na reunião da noite de terça-feira com representantes do Governo do Estado da Paraíba. “Se tivermos de fazem um apelo ao governo, esse apelo é que veja essa situação da saúde hoje como uma prioridade pra o Estado da Paraíba...foi isso que foi cobrado da secretária de Saúde do Estado...os funcionários estão com os nervos à flor da pele”, comentou Érico.
A Dra. Isabella de Lima fez um desabafo realista sobre a Maternidade Dr. Peregrino Filho. A médica está com 5 meses de salário atrasado e falou em nome de outros que estão na mesma situação caótica. “A realidade da Maternidade é grave e é um caos em relação a muitos fatores. Em relação aos próprios insumos que algumas gestantes estão vindo, vão fazer boletins de ocorrência, ficam irritadas por não ter atendimento, mas entenda: se você chegar aqui querendo uma cesária e eu não tenho o kit cirúrgico, eu não tenho como atender...existe uma série de coisas por trás das cortinas que nós queríamos entender",desabafou a médica temendo represálias pela exposição.
O vereador pelo Município de Patos, Paulinho Lacerda, providenciou um carro de som e muitos presentes fizeram uso da palavra. Para Aline Ana, do Movimento de Mulheres Olga Benário, os deputados Nabor e Érico devem ter posições mais enérgicas diante do fato lamentável. O enfermeiro Valdeni Mendes, representando o conselho da categoria na Paraíba, também fez uso da palavra e exigiu respeito aos profissionais da Maternidade e do Complexo Hospitalar Regional.
A Maternidade Dr. Peregrino Filho e o Complexo Hospitalar Regional pertencem ao Governo do Estado da Paraíba, porém são administrados pelo Instituto GERIR de forma terceirizada.  


Jozivan Antero – Patosonline.com


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Editor patostv.com

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