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Vídeo: Mulher é agredida ao ser detida por Policiais Militares do Espirito Santo e vídeo viraliza na net

Saiba mais www.patostv.com - Após a grande repercussão sobre a abordagem da Polícia Militar no atendimento a uma ocorrência em Guarapari ES, no último sábado (25), especialistas em segurança pública e em saúde mental analisaram a conduta dos agentes. Um vídeo, que viralizou nas redes sociais, mostra um militar dando socos, joelhada e tapa em uma mulher, na presença de outro policial. 

No registro é possível ver que, mesmo imobilizada no chão, a mulher leva um tapa no rosto. Segundo a PM, os policiais foram dar apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) porque a mulher estava em surto, com comportamento agressivo e seria internada compulsoriamente (contra sua vontade). Nesta quarta-feira (29), a corporação informou que os militares envolvidos no caso foram afastados.

O questionamento que fica, mesmo com a medida de afastamento, é: no caso de serem feitos novos pedidos de apoio, por parte da PM, às instituições de saúde, qual deve ser a abordagem ideal? Qual técnica deve ser adotada? É sempre necessária a adoção da força? Convidados por A Gazeta, especialistas analisaram a atuação dos militares com base nas imagens do vídeo amplamente compartilhado.

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA PÚBLICA

Para o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, mestre em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e ex-consultor do Banco Mundial, de fato existe autorização para que a polícia se utilize da força não apenas contra criminosos, mas também com pessoas que precisam ser contidas, até para que a segurança delas também se mantenha.

Segundo ele, o esforço de contenção para uma pessoa agitada também é desagradável ao policial e costuma gerar sensação de abuso em quem presencia. "De qualquer forma, os policiais precisam de melhor treinamento para executar imobilização e condução para levar até um local adequado. Isso é uma falha. Existem treinamentos bem feitos neste sentido, como em aviões, para lidar com 'passageiros difíceis', por exemplo, sob efeito de bebida", disse José Vicente.

"No caso ocorrido em Guarapari é difícil fazer um julgamento a distância. Mas, aparentemente, houve um excesso de força por não terem tido o treinamento adequado, ou seja, aquele que permita rapidamente imobilizar. O treinamento é importante também para a própria segurança do policial, para evitar que ele mesmo seja agredido. De tudo, uma coisa é certa: tapa nunca se dá, não faz parte dos recursos que usamos". afirmou José Vicente da Silva Filho, Coronel da reserva da PM-SP.

A Polícia Militar informou que solicitou as informações e aguarda o retorno do setor responsável. Quando a demanda for respondida, o texto será atualizado. 

Também questionada sobre o tema, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que as instituições de Segurança Pública possuem academias responsáveis pela formação e treinamento dos policiais durante a formação e no decorrer da carreira.

Fonte: A GAZETA

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